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Monumento Histórico Arcos da Lapa Antigo Arcos da Carioca
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As águas do rio Carioca foram as primeiras utilizadas para abastecer
a cidade. A idéia de aproveitar melhor o rio surgiu durante o governo
de Martim Correia de Sá (1602-1608), quando se pretendeu levar
suas águas até o local de N. Senhora da Ajuda. Durante os
governos de Tomé Correia Alvarenga, Matias da Cunha e Manuel Lobo
deu-se início e continuidade às obras de canalizaçÔo
que, segundo Vieira Fazenda, em 1683 estavam paralisadas. Autorizado por
carta Régia, Gomes Freire de Andrade reconstruiu o aqueduto com
pedras do país e deu-lhe melhor direção, ligando-o
ao morro de Santo Antônio. Em 1774 foram feitos reparos nos arcos,
empregando-se granito do Brasil, com argamassa de cal, areia e azeite
de peixe. Superada como aqueduto, em 1896 a obra sofreu novos reparos
gerais e, a seguir, foi feita uma vistoria com o objetivo de transformá-la
em viaduto. A prova consistiu em fazer trafegar um carro de 10 toneladas
e estacioná-lo no ponto considerado de maior fragilidade. O viaduto
resistiu bem e assim foi criada a linha de bondes Carioca Curvelo. O Aqueduto
da Carioca assemelha-se ao das Águas Livres, em Lisboa, e ambos
remontam às suas origens romanas. Além do rio, o aqueduto
recebia água dos encanamentos das Paineiras, do Silvestre e da
Lagoinha. Descendo as encostas dos morros Cosme Velho, Laranjeiras e Santa
Teresa, atravessava o vale entre este e o de Sto. Antônio, sobre
os arcos. As arcadas são constituídas de duas séries
de 42 arcos de volta completa, atingindo 17,60m de altura e 270m de extensão.
A construção do Aqueduto da Carioca, que tantos benefícios
trouxe à população, desenvolveu-se em meio a grandes
dificuldades e interrupções. Segundo Aristides Freire, os
Arcos da Carioca foram considerados por Spix e Martius "o mais belo
e o mais perfeito monumento na arte da construção existente
no velho Rio de 1817".
Arcos
da Lapa Lapa - Centro.
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