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Igreja de Nª Senhora da Candelária

Nas pinturas e fotografias do início do Século, a igreja da Candelária destacava-se em relação às construções ao seu redor, diferenciando-se das outras igrejas pelo seu tamanho e seu estilo. Durante a progressiva autonomia religiosa adquirida pelo Rio de Janeiro em relação a Bahia, além da freguesia de São Sebastião, criada desde os primórdios da cidade, estabeleceu-se em 1634 a freguesia da Candelária. A origem da primitiva ermida construída nesse mesmo lugar, uma várzea em frente ao mar, é atribuída a uma devoção ao cumprimento de uma promessa feita a Nossa Senhora da Candelária por Antônio Martins Palma, comandante de um navio colhido por uma forte tempestade. Em 1775, um novo projeto foi pedido ao engenheiro-mor Francisco Roscio e o novo templo só foi inaugurado em 1811, com a presença do príncipe regente. Novas reformas têm lugar em 1890, ano de sua nova inauguração. Do projeto de Francisco Roscio só permanece a fachada. A cúpula, toda em pedra de lioz de Lisboa, representa a principal marca visual da igreja, construída em estilo neoclássico entre o ano de 1865 e 1877. Muitos não acreditavam que as fundações pudessem suportar um peso de 630 toneladas em pedra . As oito estátuas de mármore branco foram realizadas em Lisboa por José Cesário de Sales, representando os quatros evangelistas, e a Religião, a Fé, a Esperança e a Caridade. As portas são grandes e belíssimas. Foram esculpidas em bronze por Teixeira Lopes, fundidas em bronze, na França, e mostrada na exposição Universal de Paris em 1889. Com o projeto do brigadeiro Francisco João, a igreja tem a planta em cruz latina com duas sacristias, uma de cada lado. Na fachada, a forte presença das decorações e as sobrevergas do granito mostram reminiscências barroca. O revestimento interior, ao invés de talha de madeira à maneira portuguesa, é todo de mármore. Esculpidos em motivos variados, mármores em diferentes cores misturam-se ao branco de carrara, com a rosa de Verona, e outros amarelos , verdes, negros e vermelhos, refletindo a influência italiana. Os dois púlpitos com uma escada e um abafa-voz são em mármore branco e ferro, trabalhado em estilo art-nouveau. Possui interessantes vitrais de cores vivas. As duas capelas laterais são dedicadas ao Santíssimo Sacramento e à Nossa Senhora das Dores. O teto da nave principal apresenta seis grandes painéis do pintor João Zeferino da Costa, narrando as origens da igreja.

Praça Pio X, s/nº - Centro.
2233-2324
- De 2ª a 6ª feira, das 7:30h às 16:30h.

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