UtilidadesMapaLocalizarLinks Anuncie Sobre
MonumentosBibliotecasCinemasIgrejasMuseusTeatrosCentros Culturais
VOCÊ SABIA...

...Que o primitivo Caminho de Manuel de Brito, berço histórico da cidade, que ligava o Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento, em data indefinida foi dividido em duas partes: a primeira que ficou sendo a Rua da Misericórdia ainda hoje existente e a segunda a Rua Direita (atual Primeiro de Março), que ligava o Morro do Castelo ao Morro de São Bento.

A Rua Direita, no início do século XVII era apenas uma trilha precária, mas era o local preferido dos mercadores de escravos. No século XVIII, tornou-se uma das ruas mais movimentadas da cidade. Nela se instalaram os primeiros Governadores da cidade, numa casa que ficava na esquina com a Rua da Alfândega. Teve também o primeiro Palácio Episcopal, onde residiu o primeiro Bispo do Rio, D. José de Barros e Alarcão, em 1682. Mais tarde os Governadores passaram a instalar-se na casa que antes era a Casa dos Contos, designação colonial do tesouro, onde depois veio a ser o Paço dos Vice-Reis e o Paço Imperial com a chegada da Família Real de Portugal ao Brasil.

A antiga Capela Real, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre os anos de 1752 e 1761. Nesta igreja foram coroados e sagrados os dois imperadores do Brasil. Ao seu lado, mais a frente, está a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, que foi construída entre os anos de 1755 e 1770. A maior parte das antigas construções foi substituída por altos prédios, mas as mesmas igrejas permanecem no local.

Quando a várzea começou a ser ocupada, com a descida do Morro do Castelo, por volta de 1611, a Ordem dos Carmelitas construiu no local o Convento do Carmo, que permaneceu como convento até 1808, quando a Família Real Portuguesa chegou e desalojou os carmelitas para alojar a rainha D. Maria I, a rainha louca, mãe de D. João, que nele viveu até sua morte em 1815, quando D. João passou a ser Rei, como D. João VI. O prédio da antigo convento, depois de ter abrigado o Instituto Histórico e a Academia do Comércio, é hoje ocupado por uma faculdade.

A rua era, antigamente, cruzada por uma passagem fechada sobre arcos que ligava o Paço Imperial ao Convento dos Carmelitas, construído para facilitar a ida da família real entre o palácio e o convento, sem passar pela curiosidade popular.

Já o prédio onde hoje funciona o Tribunal Regional Eleitoral foi construído na última década do século XIX e abrigou várias repartições públicas. É tido como uma pérola do Ecletismo. Na fachada, os motivos geométricos em cantaria convivem com um majestoso portão em bronze e duas estátuas clássicas de Rodolfo Bernadelli.

Em torno desta rua se desenvolveram as principais ruas da cidade. Posteriormente, nela se abrigaram o Banco do Brasil, os Correios, as Lojas da Moda, as confeitarias, já no século XIX. Em 1875 ela passou a chamar-se Rua Primeiro de Março, em homenagem à data da vitória de Aquidabã, em março de 1870, que acarretou o fim da Guerra do Paraguai, coincidentemente o mesmo dia da Fundação da Cidade, 1º de Março de 1565.

Na Rua Direita surgiu, em 1835, a grande sensação da época, uma sorveteria. Foi a primeira rua a ser dotada de numeração nas casas, idéia do arquiteto francês Pedro Alexandre Cavroé. Devido à grande intensidade de tráfego, em 1847, adotou-se nela o sistema de mão e contra-mão. Durante quase três séculos foi em torno da rua Direita, que giravam os grandes acontecimentos políticos da cidade. Só no início do século XX é que a área viu ser transferido o eixo principal da Metrópole para a nova Avenida Central, eixo monumental da nascente República.







Clique aqui e leia outras curiosidades como essa:

AconteceCultura Cultura