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VOCÊ SABIA...

...Que a Praça XV de Novembro pode ser considerada um dos locais mais importante da cidade do Rio de Janeiro!? Nela ocorreram, durante vários séculos, os acontecimentos mais significativos que afetaram o destino não só da cidade, mas também do país.

No início do século XVII, quando o Morro do Castelo começou a ser pequeno para a cidade, esta lançou-se para a Várzea, onde já existia uma ermida, erguida para Nossa Senhora do O', localizada numa área muito pantanosa. O local passou a ser o Terreiro da Polé, porque nele estava instalado o tronco, instrumento de tortura para castigar os negros. Depois foi chamado de Largo ou Rossio do Carmo, porque ficava em frente ao Convento do Carmo, depois foi Largo do Paço, porque nela estava localizada a casa que foi o Paço dos Vice-Reis e depois Paço Imperial.

Na Praça ficava o antigo Porto do Rio, nele era da família Sá o trapiche de Ver o Peso, apropriado por Salvador Correia de Sá e Benavides em 1636 e que ficou sob o controle da família até 1850. Este trapiche encontrava-se mais ou menos no lugar onde hoje está o Espaço Cultural dos Correios, ao lado da Casa França Brasil e o acesso ao trapiche foi a origem da Rua do Ouvidor.

Além do Paço, fazem parte do conjunto da Praça XV de Novembro, o Arco do Telles, a Bolsa de Valores, o Chafariz da Pirâmide e a Estação das Barcas, de onde partem as barcas, os aerobarcos e os catamarãs que fazem o transporte de passageiros pela Baía de Guanabara, para Niterói, Paquetá e Ilha do Governador.

A Estação das Barcas foi restaurada de 1998. O transporte de barcos entre Rio e Niterói foi iniciado, em 1835, pela Companhia de Navegação Nicteroy.

Na Praça XV existiu, até 1906 um grande Mercado Municipal, construído pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, mas dele resta apenas uma de suas torres, que eram quatro, onde funciona o Restaurante Alba Mar. Atualmente um viaduto, o Elevado da Perimetral corta a Praça XV ligando o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil. Em 1998 a Praça foi completamente remodelada ganhando um subterrâneo por onde passam os ônibus e foi restaurado o Chafariz da Pirâmide, juntamente com um pedaço do antigo cais.

Pode se ver também a Estátua eqüestre de D. João VI e ao fundo o prédio pertencente à Universidade Cândido Mendes, localizado na Rua da Assembléia. A Estátua foi ofertada pelo Governo Português, em 1965, por ocasião do Quarto Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.

Ao fundo da Praça, mas já pertencendo á Rua Primeiro de Março, existe ainda o importante conjunto arquitetônico formado pelo antigo Convento e pela Igreja do Noviciato do Carmo que foi a Catedral Metropolitana até mudar-se para a Av. Chile e pela Igreja de Nossa Senhora da Ordem Terceira do Carmo.

A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro funciona no local, mas em outro edifício. O primeiro prédio da Bolsa ficava no local onde antes era o Mercado Municipal, num prédio do arquiteto Leopoldo de Siqueira Queiróz, concluído em 1935, mas que logo exigiu uma expansão, ganhando novas instalações que só foram inauguradas em 1998. Foram necessários 35 anos para demolir antigos casarões existentes no local e adaptar o projeto às novas exigências de preservação do Centro Histórico.







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