...Que, construído em 1906 para sediar a 3ª Conferência Paranamericana, a pedido do presidente Rodrigues Alves, o Palácio Monroe, de estilo eclético, era réplica de um prédio que venceu um concurso internacional de arquitetura. O projeto do arquiteto militar marechal Francisco Marcelino de Souza Aguiar concorreu em Saint Louis, nos Estados Unidos, e tirou o primeiro lugar no concurso. A obra foi executada no Passeio Público, no fim da recém-aberta Avenida Rio Branco, que então era chamada Avenida Central.
O palácio fazia uma composição perfeita com a Biblioteca Nacional, com o Theatro Municipal, com o Museu de Belas Artes e com o Supremo Tribunal Federal (STF). Todos foram tombados pelo Iphan, menos o Monroe.
Seu nome foi dado em homenagem ao então presidente americano James Monroe, autor da Doutrina Monroe, que falava em "América para os americanos" e tentava reduzir a influência européia no continente.
Lá funcionou a Câmara de Deputados, a partir de 1914. Em 1925, instalou-se no Palácio Monroe o Senado, onde funcionou até sua transferência para a nova capital, Brasília.
Em 1975, durante o regime militar, o presidente Ernesto Geisel resolveu demoli-lo para a construção do metrô. Houve reação da população, de arquitetos, de engenheiros e de paisagistas, mas, como era época de exceção, nada foi feito e o palácio foi ao chão em 1976. Dizia-se que os motivos não eram técnicos, mas políticos, para tentar apagar do Rio de Janeiro, que não era mais a capital, a memória das atividades democráticas no país.
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