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...Que a Rua do Lavradio foi um dos pontos mais nobres do Rio no Império e na primeira metade do século passado. Seis teatros foram abertos nesse período no lugar. Personalidades ilustres, como o Duque de Caxias, o Marquês de Olinda, o Marquês de Cantagallo, a artista Jesuína Montani e o ator João Caetano moraram na Lavradio.

Ela foi aberta em 1771 pelo Marquês do Lavradio, que assumiu o Vice-Reinado em 1769, substituindo o Conde de Azambuja. No setor urbanístico o Marquês do Lavradio iniciou o aterro do pantanal de Pedro Dias, e o local recebeu o nome de rua do Lavradio. A rua tem suas dimensões da Rua Visconde do Rio Branco à Rua do Riachuelo.

Muitas casas de espetáculo e teatros existetes na Rua do Lavradio foram desativados e desapareceram com o tempo, como o Theatro Circo, inaugurado em 1876 e o Theatro Edem-Lavradio, de 1895. Uma construção de grande valor histórico é o Palácio Maçonico. Situado na Rua do Lavradio, 97, no estilo neoclássico cuja planta original é atribuída a Grandjean de Montigny, é a sede do Grande Oriente do Brasil fundado em 1822.Como seu primeiro grão-mestre teve José Bonifácio de Andrada e Silva, seguido por D. Pedro I, Imperador do Brasil.

O terreno foi comprado em 1836 pelo ator português Vítor Porfinio de Borjas, para nele construir o teatro de sua companhia; não conseguindo terminar a obra por falta de recursos, cedeu o prédio às Lojas Maçônicas. Do plano original foram feitos o frontispício, o saguão de entrada, a ante-sala, as escadas e o saguão das torrinhas, faltando portanto, a plateia e o palco. No lugar destes, construíram-se os Templos Maçônicos. No Palácio funcionam o Grão-Mestrado da Ordem, seus Corpos Auxiliares (Conselho Federal da Ordem, Superior Tribunal de Justiça e Assembléia Federal Legislativa), bem como as Lojas Maçônicas, que, de segundas às sextas-feiras, realizam suas reuniões. Também nele está instalado o Museu Maçônico, de rico acervo constituído por móveis de madeira de lei, peças históricas, medalheiro, documentos firmados por personagens ilustres, desde o tempo do Reino, esculturas nacionais e estrangeiras, retratos a óleo dos grão-mestres e, em destaque, duas grandes telas de De Martini, representando a Batalha do Riachuelo. O Palácio e suas dependências podem ser visitados pelo público.

Hoje a Rua do Lavradio faz parte do Corredor Cultural do Centro do Rio de Janeiro e abriga dezenas de antiquários e lojas de móveis e objetos antigos. Recentemente passou por polêmica obra, o que prejudicou o comércio de rua e a feira de antiguidades que era realizada no local. Mesmo predominando na rua este tipo de comércio, já quase não se vê a arquitetura do tempo dos casarões.





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