...Que o Largo de São Francisco foi aberto no Governo de Gomes Freire (1735-1762), com o nome de Largo Real da Sé, para nele abrigar uma nova catedral, pois a Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo, já encontrava-se em ruínas e não comportava mais o numeroso Cabido. As obras foram iniciadas em 1749, paralisadas em 1752, reiniciadas para sofrer nova interrupção com a morte de Gomes Freire. Em 1808, com a chegada de D. João, como as obras ainda não estavam concluídas, seu arcabouço foi utilizado para construir um prédio para a Academia Militar e nunca mais se pensou em construir aí a Catedral.
Se Gomes Freire não conseguiu erguer a Igreja no Largo da Sé, a poucos passos dela foi erguida outra Igreja, por Frei Antonio do Desterro, devoto de São Francisco de Paula, que lançou a pedra fundamental de uma pequena ermida em 1759, substituída, em 1865, pelo templo que existe até hoje e que é considerado um dos mais belos Estilo Rococó do Brasil, seu altar principal é de autoria de Antonio Pádua e Castro e Mestre Valentim. Deve a Igreja muito de seu esplendor ao armador João Siqueira, que ajudava às escondidas, depositando para ela à noite tudo quanto ganhava. Nesta Igreja foi rezada, em 1896, a Missa de Corpo Presente pela alma do grande músico brasileiro Carlos Gomes.
O Largo São Francisco em 1875, tinha um jardim em frente ao prédio da Escola Politécnica, circundando a Estátua de José Bonifácio, este jardim logo depois foi desfeito. A estátua que ainda hoje existe foi inaugurada em 1872 e foi obra do escultor francês Luiz Rochet, em comemoração ao Cinqüentenário da Independência, numa solenidade que contou com a presença de D. Pedro II. Do lado esquerdo ficam os prédios da Rua do Teatro.
O prédio da antiga Escola Politécnica começou a ser construído em 1749. A Real Academia Militar instalou-se no prédio em 1811, denominada Escola Militar a partir de 1842. Depois vieram suas sucessoras: a Escola Militar precursora do Instituto Militar de Engenharia; a Escola Central; a Escola Politécnica, fundada em 1862, que foi um centro de altos estudos e precursora da atual Academia Brasileira de Ciências; a Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil e a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que nele permaneceu até 1965, quando mudou-se para a Cidade Universitária na Ilha do Fundão. Foi chamado pelo historiador Mario Barata, de: "Berço da Engenharia Brasileira". Foi o primeiro prédio do país a ser construído especialmente para abrigar um instituição de ensino, já que as escolas e faculdades contemporâneas, foram todas instaladas em prédios existentes ou adaptados.
Pelas salas deste venerável casarão passaram como alunos ou professores, a maioria dos grandes vultos da Engenharia brasileira e este prédio foi palco de importantes experiências pioneiras em diversos ramos da técnica. Em 1962 foi tombado como "monumento nacional", mas hoje ele encontra-se não só sub-utilizado mas muito maltratado e desfigurado, tendo sido alvo de obras que demoliram importantes partes de suas paredes de alvenaria de pedra. Em virtude de sua história ligada à Engenharia Brasileira, O Clube de Engenharia e outra instituições ligadas ao ramo, inclusive a Associação dos Antigos Alunos da Politécnica, mantém o sonho de vê-lo restaurado e transformado no Museu da Engenharia ou da Tecnologia.
A atual aparência prédio que passou a hospedar a Escola Politécnica desde o fim do século 19 e posteriormente denominada Escola Nacional de Engenharia é praticamente a mesma. Atualmente o prédio é ocupado pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A Igreja de São Francisco teve sua construção iniciada em 1759 e concluída em 1865. Ao seu lado estava o prédio do Parc Royal, totalmente destruído num incêndio em 1943. Alguns prédios do início do século XX ainda existem ao redor do largo, embora rodeados por altos prédios. O local ocupado pelo antigo Parc Royal tornou-se um logradouro público. A parte central do largo é agora reservada aos pedestres.
No local do antigo prédio do Rio Palace Hotel na esquina do largo com a Rua dos Andradas está o Edifício Patriarca. À direita, na esquina do largo com a Rua do Ouvidor, o local ainda apresenta os mesmos prédios do começo do século passado.
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