...Que
em 1859 circulou o primeiro bonde, puxado a burro, na cidade
do Rio de Janeiro, ligando o Largo do Rocio, atual Praça Tiradentes,
ao Alto da Boa Vista. Esta linha era controlada pela Cia.
Carris de Ferro, cuja exploração fora concedida ao empresário
inglês Thomas Cochrane, em 1856. Logo depois a tração animal
foi substituída por máquinas a vapor, o que levou a Carris
de Ferro a uma difícil situação financeira.
Quase dez anos depois, já pela linha de bondes da Botannical
Garden, é inaugurado o primeiro trecho ligando o Centro (esquina
das Ruas Ouvidor e Gonçalves Dias) ao Largo do Machado. Em
1870 a The Rio de Janeiro Street Railway Company introduziu
os primeiros trechos de suas linhas, ligando o Largo de São
Francisco até o Portão da Coroa, na Quinta da Boa Vista, e
em seguida, até o Caju e a Tijuca.
Já em 1872, As linhas da Cia. Ferro Carril de Santa Teresa
ligaram a atual Praça Quinze de Novembro ao Largo da Lapa
e à Rua do Riachuelo. Deste último ponto, estendeu-se um ramal
para Santa Teresa, que ia até o Largo dos Guimarães e a Rua
Almirante Alexandrino. No ano seguinte a empresa The Rio de
Janeiro Street Railway Company passou a se chamar Cia. De
São Cristóvão. Suas linhas atravessavam áreas operárias e
bastante povoadas nas freguesias de São Cristóvão e Engenho
Velho, avançando pela orla da Saúde e Gamboa e pelos bairros
da Tijuca, Catumbi e Rio Comprido.
A Cia. Ferro Carril de Vila Isabel, organizada em 1872 pelo
Barão de Drummond e mais dois sócios, colocou em tráfego a
sua primeira linha, da atual Praça Tiradentes ao portão da
Fazenda dos Macacos, de cujo loteamento originou-se o bairro
de Vila Isabel. Alguns anos depois inaugurou-se o trajeto
conhecido como Plano Inclinado de Santa Teresa.
Em 1895 foi aberta a primeira linha que, passando sobre os
Arcos da Lapa, ligava a Ladeira de Santo Antonio ao Curvelo,
em Santa Teresa. Os bondes para Santa Teresa foram eletrificados
no ano seguinte e criaram-se novas linhas que atingiam o Largo
do França, Lagoinha, Paula Mattos e Silvestre.
Com a autorização da produção de energia por força hidráulica
para uso de força motriz com fins industriais, a Light estende
seu controle administrativo às principais companhias de bondes
que operavam na Zona Norte e no Centro.
Mas em 1945 a Light começou a alegar prejuízo no serviço de
bondes e na década seguinte aconteceu uma sensível diminuição
de bondes em circulação no Rio de janeiro, época em que sua
população teve um aumento de cerca de 50%.
Em 1963 extinguiu-se a concessão à Rio Light S.A e à Companhia
de Transportes Coletivos - CTC - encampa os serviços de bonde
da Zona Norte e de Santa Teresa. A partir do ano de 1968 os
bondes do Rio circulam apenas no bairro de Santa Teresa.
Ao longo do tempo, Santa Teresa chegou a ter em circulação
mais de 35 bondes, alguns com reboque. Em 1975, de um total
de 28 veículos, só funcionavam 18, com uma taxa de ocupação
das mais altas (69%) de toda a história da vida de 84 anos,
dos atuais bondinhos de Santa Teresa.
O sistema de bondes, operado pela Companhia de Transportes
Coletivos - CTC do Estado do Rio de Janeiro, tem uma frota
operacional de 10 bondes e opera com intervalos entre partidas
da estação Carioca de 15 minutos. O sistema transporta entre
25 e 30 mil passageiros por mês.
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