...Os Arcos da Lapa foram construídos por causa da falta d’água no Rio de Janeiro. Em 1718 as obras de canalização do Rio Carioca foram iniciadas. A idéia era conduzir água até o Centro da Cidade. Então foi construído um aqueduto ligando o Morro do Desterro (atual Santa Teresa) e o de Santo Antônio, e dali num cano subterrâneo até o Largo da Carioca. A obra ficou pronta em 1724, mas a má qualidade da execução obrigou-o a ser reformado. A obra era tão resistente que em 1896 os arcos foram transformados em viaduto de bondes, servindo até hoje a população do bairro de Santa Teresa.
O antigo aqueduto desativado que atualmente serve ao transporte por bondes entre o Largo da Carioca e Santa Teresa, prosseguindo por esse bairro, onde é o principal meio de transporte coletivo. Ao passo que outros aquedutos tiveram seu traçado alterado, foram revestidos com azulejos etc. o estado de conservação deste (quase inalterado) faz dele único no mundo.
A situação geográfica do Rio proporcionava dificuldades à obtenção de água. Utilizavam-se as águas puras do rio Carioca, distante (na época) do núcleo urbano. Em 1718 o Governador Antônio de Brito e Menezes aconselhou o Rei a fazer um sistema de abastecimento de água. As obras de instalação de cano de água através da Rua dos Barbonos foram iniciadas, mas o novo governador, Ayres de Saldanha, alterou o projeto original e optou por um aqueduto entre os morros de Santa Teresa e de Santo Antônio, inspirado no Aqueduto das Águas Livres de Lisboa. Concluído em 1724, levou água ao chafariz construído com tal finalidade no largo então batizado "Largo da Carioca". Reformado em 1750 pelo brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim durante o governo de Gomes Freire de Andrada, foi usado até fins do século XIX. Em 1896 passou a transportar os bondes da Ferro Carril Carioca, que acrescentou parapeito em alvenaria com pequenos arcos ogivais, fazendo o transporte entre o Largo da Carioca e o bairro de Santa Teresa. O chamado "bondinho de Santa Teresa", único sistema de bondes ainda existente no Rio, é típico do local e dá ao bairro aspecto ímpar.
Os arcos são símbolo do Rio antigo, presente em grande parte das pinturas da cidade da época, são um exemplo de engenharia e arquitetura do século XVIII. Sua construção em pedra e argamassa, em estilo romano, constituída por dupla arcada, com quarenta e dois arcos e óculos na parte superior, confirma o desenvolvimento das obras públicas em nível permanente na primeira metade do século.
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